Sem mais delongas: SIM – Criei um Buddy Poke.
A experiência é sempre válida, né não jão!? (e não me venham vocês com essa de “ah, pq q tu não dá o brioco também, só pela experiência!?” – qué vê mina de gogó vai pra Indianópolis, ou dirija-se à av. destinada aos travecos de sua cidade).
Às vezes o Orkut é mesmo de dar [dedadas] no saco. Ver alguém entrar num site de relacionamento hoje em dia pra…se esconder (!?) nos cadeadozinhos de fotos e informações é mesmo de se mandar à merda repensar a vida.
Acabou que fui reparar tardiamente na proliferação dos bonecos super fofos com a cabeça meigamente gorda (prefiro o oldschool “manda scrap – recebe scrap – responde scrap“, sem a frescura de acompanhar as novidades), e percebi que a atualização da galera que aparece na página inicial começou a ser tomada por cabeças com olhos gigantes e sorrisos inertes. Naquela altura do campeonato, já estava com vários amigos, amigas, paqueras e todo o tipo de indivíduo(a) me falando das delícias de se ter um daqueles. Me prometeram todo o tipo de troca de carência acentuada carinhos, viadagem brincadeiras e fuga da realidade situações agradáveis.
Escolhi cores, tamanhos e texturas pra compor o mamulengo virtual que me rerpesentaria no mundo das idéias orkutianas. Obviamente que, para preservar um mínimo de honra que me é atribuída [ou entenda como "pra não passar vergonha na frente dos amigos"], deixei o putinho escondido pra ninguém ver.
Aquela paradinha deu a mesma má sensação que tive quando assisti Inteligência Artificial, com aquele gatrotinho que andava pra tudo que é canto com a mesma cara de quem é bem chegado num Valium. Um bixinho que fica me olhando do lado de lá da tela, com aquele sorriso maroto, esperando eu virar as costas pra me esfaquear ou chamar seus amiguinhos com tumor no cérebro pra fazer algo demoníaco [“o diabo me fez fazer isso”].
Mas, pro meu azar [ou porque eu tenho mais é que me foder mesmo], quem tem um “pokemon de si mesmo” podia ver meu mamulengo. Não precisei de duas horas pra ter o buraco que escondi meu “Mini Me” cheio de Buddy Pokes alheios me felicitando com abraços e beijos . Parecia a cena final do Poderoso Chefão, só que versão mais Prozac [Consegue imaginar um Michael Corleone com câncer na cabeça, recebendo abraços de urso de seus capangas igualmente condenados à mesma sorte ao invés do respeitoso beijo nas costas da mão!?]
Por final, depois de alguns dias tentando uma fuga decente, terminei suicidando-me e aceitando a derrota humana de ter colocado no mundo orkutiano aquela aberração em pixels.
Mas sabe como é né….não sorria ainda. Se algum dia eu der um tapinha na sua bundinha, não vai ser com um buddy poke não (e é bom memo que tu goste).
E tenho dito!



